lunes, 24 de junio de 2013

6.-Miedo



MIEDO 
Tenía un mar de confusión en mi cabeza. Súbitamente me sentí desesperado. No podía controlar mis pensamientos ni mis emociones. Tenía ganas de correr pero mis piernas no respondían. Lucia me tomo por el brazo, debe haber notado que lo necesitaba y me acerco una silla. 
Me sentí peor que en la cubierta de mi barco durante la tempestad. Aunque quería hacer preguntas, no podía abrir la boca. 
Lucia se quedo parada a mi lado. Puso sus manos en mis hombros y dijo: 
-Creo que te explique demasiado rápido. 
Después de un rato, me sentí un poco mejor y mi imaginación comenzó a trabajar más eficientemente. Pensé: 
‘Si he pasado a Otro Mundo este no debe ser el infierno, ella dijo que este lugar se llama La Tranquilidad, todos aquí me han tratado bien, con amabilidad. Ella, Lucia, dijo que es mi amiga y en este momento parece querer consolarme. Es un comportamiento contrario al de las huestes del mal. 
Si no es el infierno, tampoco creo que sea el Cielo. No escucho el coro de ángeles alabando a Dios. Siento angustia y desesperación, cansancio, hambre, confusión, son sentimientos de los mortales, … Eso creo. 
Las calles están limpias, la gente vive y trabaja, y Lucia me ha hablado de tiempos de paz, de comercio, de industria, de agricultura, de trabajo. Son actividades de los vivos…, o no? 
Debe ser el purgatorio o alguna estación que el hombre no conoce, y debo haber sido enviado aquí para purgar mis pecados, ¿Estaré castigado?’ 
Respire profundo varias veces. Con resignación me puse de rodillas, baje los brazos, incline la cabeza, cerré los ojos y dije: 
-¡Estoy listo para recibir mi castigo! 
-¿Qué estás diciendo, querido Gaspar? 
-Seguramente he muerto. ¡Ya no tengo miedo! 

MEDO 
Eu tinha um mar de confusão na minha cabeça. Subitamente senti-me desesperado. Não podia controlar meus pensamentos nem minhas emoções. Tive desejos de correr, mas minhas pernas não respondiam. Lucia tomou-me pelo braço, deve haver notado que eu precisava e aproximou uma cadeira. 
Eu senti pior que na coberta de meu barco durante a tempestade. Ainda que quisesse fazer perguntas, não podia abrir a boca. 
Lucia ficou parada junto a mim. Ela pôs suas mãos nos meus ombros e disso: 
-Eu acredito que expliquei muito rápido. 
Depois de um momento, eu me senti um pouco melhor e minha imaginação começo trabalhar mais eficientemente. Pensei: 
‘Se passei ao Outro Mundo aqui não deve ser o inferno, ela disso que este lar chama-se A tranqüilidade, todas as pessoas aqui me tratam bem, com amabilidade. Ela, Lucia, diz que é minha amiga e neste momento parece quer me consolar. É um comportamento contrario as hostes do mau. 
Se não é o inferno, tampouco acredito como o Céu. Não escuto o coro dos anjos louvando a Deus. Sinto angustia e desesperação, cansaço, fome, confusão, são sentimentos dos mortais, ... Isso acredito. 
As ruas estão limpas, o povo vive e trabalha, e Lucia me falou de tempos de paz, de comercio, de indústria, de agricultura, de trabalho. São atividades dos vivos, ... Ou não? 
Deve ser o purgatório a alguma estação que o homem não conhece, e devo haver sido enviado aqui para purgar meus pecados. Estarei castigado?’ 
Respirei profundo várias vezes. Com resignação Eu caí de joelhos, baixe os braços, inclinei a cabeça, fechei os olhos e eu disse: 
-Estou listo para receber meu castigo! 
-O que você esta dizendo, querido Gaspar? -Com certeza estou morto. Eu não tenho medo!

1 comentario:

  1. Nesse episódio gostei do Capitán mostrar seu outro lado... entre ser, sentir, existir... todas as sensações vividas em local desconhecido... Gaspar e seus sentimentos inexatos, erráticos...

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